Sim, pode. Essa é a resposta curta pra uma dúvida que aparece direto na obra, quando a elétrica ou a hidráulica precisa atravessar uma viga que já está pronta. Mas o "pode" vem com algumas cautelas, e é isso que faz a diferença entre uma passagem tranquila e um problema estrutural.
Nem todo furo pede reforço
Existem distanciamentos e limites que definem se aquele furo específico precisa de um reforço na viga ou não. Uma passagem pequena, bem posicionada, numa viga com folga o suficiente, muitas vezes não exige nada além do furo em si. Já uma tubulação maior, ou um furo posicionado num ponto mais sensível da peça, pode sim pedir um reforço estrutural. A diferença está nesses detalhes, e é por isso que essa análise precisa passar pela engenharia estrutural antes de qualquer furo ser feito.
O limite que a norma estabelece
Pro caso mais comum, um furo atravessando a viga de um lado a outro pra deixar a tubulação passar reto, a NBR 6118 traz um critério objetivo, no item 13.2.5.1. O furo precisa ficar longe do apoio da viga, a uma distância mínima de duas vezes a altura dela. O diâmetro não pode passar de um terço dessa altura, com um limite máximo de 12,5 centímetros se for redondo, ou 12x12 centímetros se for quadrado. E o furo também precisa manter uma distância mínima de 5 centímetros até a face mais próxima da viga, respeitando duas vezes o cobrimento da armadura naquele lado. Dentro desses limites, a passagem tende a ser tranquila. Fora deles, é sinal de que aquele ponto específico precisa de uma verificação mais cuidadosa, e possivelmente de reforço.
O ideal é pensar nisso junto com o projeto estrutural
Na situação perfeita, elétrica, hidráulica e estrutura são desenvolvidas ao mesmo tempo, na fase de compatibilização, e cada furo já nasce previsto no projeto, sem surpresa nenhuma na hora da execução. O problema é que nem toda obra funciona assim. Em edificações menores, e até em casas de sistema construtivo mais simples, é comum que os projetos complementares sejam feitos em momentos diferentes, às vezes um bem antes do outro, e a compatibilização acontece depois, em cima do que já foi entregue.
Quando o furo aparece depois do projeto pronto
Quando isso acontece e surge a necessidade de um furo que não estava previsto, a verificação não precisa virar um processo pesado. Não é preciso reavaliar a viga inteira do pavimento, muito menos todas as vigas da obra. Se for uma situação pontual, uma viga específica com uma passagem específica, a análise pode ser feita de forma direta, olhando exatamente aquele ponto.
É assim que a Promab trata esse tipo de pedido. Quando aparece a necessidade de verificar um furo que surgiu depois da entrega do projeto, fazemos essa análise pontual e damos uma resposta objetiva, sem transformar isso num processo caro ou demorado pra quem está tocando a obra.
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